A Polícia Civil de Vinhedo (SP) indiciou, nesta sexta-feira (15), por homicídio qualificado o lutador de jiu-jítsu Tiago Ahmar de Moraes, que é suspeito de matar o próprio filho, de 2 anos de idade, espancado. O indiciamento ocorreu após o depoimento do jovem, que nega ter cometido o crime. Ele se entregou à polícia do Paraná após ficar foragido no Paraguai.
Moraes foi ouvido por dois delegados, e o promotor de Justiça Rogério Sanches, que acompanha o caso, no início da tarde na delegacia de Vinhedo. À polícia, ele reiterou o discurso feito em entrevista durante a madrugada quando chegou à cidade do interior paulista. Ele afirma que não espancou o filho e que batia na criança eventualmente para educá-lo.
"A violência tem um caráter pedagógico, e algumas vezes eu tive que usar desse recurso para educar, mas sempre soube o limite, porque eu sabia que era muito mais forte que ele", disse. Após passar pelo interrogatório, o jovem foi encaminhado para a cadeia anexa ao 2º distrito policial de Campinas.
O lutador foi ouvido sem a presença de nenhum advogado e a família ainda não comunicou a polícia se vai providenciar um defensor para o suspeito. Segundo a Polícia Civil, ele tem até o final do inquérito para apresentar um advogado ou fazer o pedido de um defensor público.
Protomor
O promotor do Ministério Público (MP) que acompanha o caso, Rogério Sanches, esteve presente no depoimento e ressaltou que Moraes negou que tenha matado o filho, mas mudou a versão dita aos médicos quando o menino de dois anos foi encaminhado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Vinhedo, no dia 18 de julho. "Ele antes explicou que o menino havia caído do parquinho e que isso havia provocado a morte, agora ele afirmou que sabe que ele não morreu por causa da queda, mas disse que não sabe o real motivo", afirmou.
Sanches ainda ressaltou que, para o Ministério Público, os depoimentos de testemunhas e as provas já coletadas pela polícia comprovam que Yago morreu por espancamento.
Agressões
Segundo Cristiana, Tiago estava sob efeito de drogas quando agrediu o filho. O garoto morreu Hospital de Clínicas da Unicamp, após ficar internado durante uma semana com traumatismo craniano e perfuração de órgãos vitais, segundo relatos de familiares à polícia.
Cristiana tem 22 anos e morava com o pai da criança desde janeiro de 2014. Depois da morte do menino, ela passou a morar com a mãe, também em Vinhedo. Ela disse à polícia que viu o pai bater nele poucas vezes e relatou que sempre tentava evitar as agressões.
Segundo ela, as agressões ocorriam principalmente porque o pai irritava com o choro do menino. A jovem disse ainda que espera que o lutador "pague por cada dor" sofrida pelo filho dela. Sobre eventual omissão da parte dela, ele justificou à polícia que recebia ameaças de Tiago.
Morte
Yago morreu no dia 24 de julho, no Hospital de Clínicas da Unicamp, após ficar internado durante uma semana com traumatismo craniano e perfuração de órgãos vitais, segundo relatos de familiares à polícia. No primeiro atendimento médico, em um pronto-socorro de Vinhedo, os profissionais de saúde desconfiaram da versão dos pais de que a criança havia caído de um brinquedo e acionaram o Conselho Tutelar. Após a morte do garoto, um inquérito foi instaurado e o pai é considerado foragido
.Fonte;g1

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